O INÍCIO: a escola estadual.
A minha história profissional começa na cidade de Suzano/SP. Nascido em 1972, filhos de pais pasteleiros,
estudei praticamente 90% na escola estadual. Estudei é modo de dizer, pois no colégio era greve depois de greve.
O CHOQUE: agora eu sabia que não sabia nada
Após o choque de saber que não sabia nada no 3.º quando estudei em escola particular, dei conta que caso não estudasse
pra valer estaria em sérios problemas.
SUPERAÇÃO: tinha uma cara inteligente dentro de mim
Em 1989, prestei vestibular, não passei nem em exame de fezes. O ano de 1990 foi o ano da superação. Horas e mais horas
de estudo. Virei padre por um ano. Não enxergava mulher, pois namorada atrapalharia no estudo. Descobri tempos depois que
um monte de meninas me paqueravam no cursinho e eu nem tchum. Hoje é o inverso... (brincadeirinha). Mas no final descobri
que tinha uma cara inteligente dentro de mim.
O SONHO: DIREITO – USP.
Passei na gloriosa faculdade das arcadas do Largo de São Francisco – Faculdade de Direito da USP. Isso foi em 1990. O
primeiro ano da faculdade foi em 1991. Das experiências (de encanto e desencanto) dessa época gostaria de ressaltar duas:
primeira: tinha dois cadernos de anotações: um para expressões jurídicas e outro para as palavras “em português” que os
professores falavam e eu pensava que era grego; segunda: a falta de foco me fez a gente perder muito tempo. É preciso ter
um objetivo, uma meta traçada previamente para não ficar dando cabeçada sem necessidade.
O MUNDO DOS CONCURSOS PÚBLICOS.
Descobri o mundo dos concursos públicos em 1998. O cargo era de escrevente, ou escravente como a galera costuma dizer, no,
hoje extinto, Primeiro Tribunal de Alçada Civil de São Paulo. Desde o primeiro dia fui trabalhar de terno e gravata. Machado
de Assis já dizia na boca de Brás Cubas que a criança é o pai do homem, ou seja, que as frustrações e os sonhos da criança moldam
a pessoa quando adulta. Os colegas sempre davam apelidos para a gente lá de casa (eu e meus dois irmãos mais velhos) de “pastel” ou
de “coxinha”. O cargo proporcionava-me usar terno e gravata. (Era praticamente o diretor e eu que usávamos terno). A partir de minha
entrada todos os outros escreventes, escreventes-chefe e assistentes jurídicos começaram a ir com roupa social. O diretor adorou, mas
os colegas, não sei não...Após alguns anos, passei no cargo de Oficial de Justiça Federal no Tribunal Regional Federal da 3.ª Região.
Havia 3 vagas: tomei posse na terceira vaga.
A VIDA DE PROFESSOR
Fiz meu pós-graduação em Direito Público na Escola Paulista da Magistratura, em 2005.
Fui professor universitário por quase dois anos na UNICASTELO (2006 e 2007), nas matérias de Direito Administrativo e Processo Civil.
Sou professor de cursinhos preparatórios desde 2004. No início só faltava implorar para darem uma chance para eu lecionar. Hoje, é um pouco diferente.
Vire e mexe sinto falta de pegar num processo, e fico pensando em prestar outro concurso, mas a vontade passa rapidinho, pois além
de não compensar financeiramente, a possibilidade de ir pegar minha filhinha na escolinha, de poder namorar mais a minha esposa,
ter mais tempo para escrever livros e apostilas, e dar aulas com qualidade fazem eu ficar no meu atual cargo.
O PROJETO DA APOSTILA DO PROFESSOR KANASHIRO
A apostila do Professor Kanashiro bem como os demais materiais surgiram dentro desse contexto do mundo dos concursos públicos.
Se no exame da OAB há uma infinidade de materiais com qualidade, o mesmo não se dá para certos cargos dos concursos públicos
(cargos de técnicos, analistas da área judiciária e da administrativa). As apostilas e livros disponíveis no mercado não se
mostravam adequados aos iniciantes e não tinham nem o enfoque correto nem a linguagem adequada aos concurseiros de nível intermediário
e até mesmo avançado, uma vez que eram voltados para cargos eminentemente jurídicos como da Magistratura e do Ministério Público.
A EXPERIÊNCIA DA SALA DE AULA
Ademais a circunstância de eu estar vivenciando o dia a dia das salas de aulas dos cursinhos preparatórios, com alunos das mais variadas
classes sociais e níveis de escolaridade foi e é fundamental para saber qual artigo de lei que há mais dificuldade de compreensão, qual o
tema que precisa de um gráfico especial, qual a linguagem mais adequada, etc...
É raro encontrar escritores de apostilas que são professores que dão aula tanto para os alunos de ensino médio quanto para o de
superior. Dar aulas para cargos que exigem somente o ensino médio requer muito, mas muito mais dedicação do professor na preparação das
aulas, na medida em que é preciso decodificar os institutos jurídicos e até mesmo a linguagem de tal maneira que sejam compreensíveis ao aluno.
A apostila é toda construída com essa experiência de sala de aula, além da experiência dos mundos acadêmico e profissional.
A ANÁLISE ESTATÍSTICA DAS PROVAS
A análise (quase estatística) da instituição que está fazendo o concurso bem como das provas anteriores dá a apostila e aos demais
materiais uma objetividade impressionante que acabe me impressionando também, pois vai direto aos pontos que acabam caindo na prova...
AS TÉCNICAS DE MEMORIZAÇÃO: cortando caminho
Outro ponto fundamental é a utilização de técnicas de memorização no estudo que acabam reduzindo o tempo de estudo e aumentando o grau
de acerto das questões. A memorização de números, de listas gigantescas de itens, dentre outros.
O LAYOUT GRÁFICO: o Direito em gráficos, esquemas e imagens
Quando vou ver livros novos a primeira coisa que faço é folheá-lo para ver se há imagens, gráficos e esquemas. Em regra, só há
palavras e mais palavras. Os nossos materiais procuram tornar o estudo mais agradável, e por consequência, mais eficaz.
CHEGA DE APOSTILAS “TELEFÔNICAS”
A soma de todos esses fatores resulta numa apostila “fina”, com poucas páginas se comparada com as “listas telefônicas” que
existem por aí, as quais invariavelmente o candidato não chega a ler nem 10%. Não critico os materiais densos e volumosos,
apenas entendo que hoje em dia o candidato não possui de tempo para isso. Sabe-se que do edital até a prova raramente há mais
de 50 dias. O candidato só precisa saber o que vai cair na sua prova, e ponto final.
A APOSTILA É PARA VOCÊ
Em vez de só ficar criticando negativamente esses materiais resolvi criar uma apostila que realmente pudesse auxiliar de
maneira mais eficaz todos que prestam concurso público. Não posso deixar de ressaltar que sem sua a força, DE VOCÊ ALUNO E
LEITOR, esse projeto não teria se concretizado. Tenho certeza de que a nossa apostila pode melhorar mais e mais, e como
sempre conto a sua participação. A minha motivação é imaginar a alegria que as pessoas em sua volta vão sentir quando chegar
na sua casa o telegrama da sua nomeação, e que nós da APOSTILA KANASHIRO fizemos parte dessa conquista.